Game Dev Tycoon – review

Um jogo sobre fazer jogos não é inicialmente uma boa ideia. No entanto, a greenheart games, que consiste em apenas em 2 amigos que decidiram criar uma empresa para fazer jogos do nada, conseguiram transformar este conceito num jogo invejável até pelos maiores “developers” do mundo.

 Um momento atarefado no escritório. 

Neste jogo, temos de combinar géneros e tipos de jogos e depois balançar barras que contêm os vários aspectos do jogo como jogabilidade, gráficos e som. No início do jogo começamos numa garagem e pelo final do jogo (e com alguma sorte) estaremos num belo estúdio, fruto do nosso trabalho como criadores de jogos.

No entanto, Game Dev Tycoon usa um método de combater pirataria que é um dos melhores que eu já vi. A greenheart Games fez o upload de uma versão modificada do jogo nos maiores sites de pirataria. Nessa versão do jogo, ao fim do jogador fazer um jogo muito bom e popular, o jogo começa a ser pirateado cada vez mais até que o jogador começa a perder dinheiro e vai à falência. Para além de ser um óptimo método anti-pirataria, fez com que o jogo ganhasse muita atenção dos media. Um golpe de génio.

Uma coisa a criticar é a banda sonora. Uma musica só sabe a pouco num jogo em que passamos tanto tempo como este.

No fim de contas, este jogo é excelente. Para algo criado por duas pessoas, sendo o jogo de estreia destes developers e por apenas 10 euros, acho que está muito bem feito e foram muito originais na escolha do tema do jogo e na forma de combater a pirataria.

+ e –

+ decisões tipo causa/consequência ao longo da carreira

+ número de opções disponíveis na carreira

+ preço do jogo

– falta de banda sonora completa

Pontuação – 9/10

Desculpe lá mas você é um idiota – Opinião

“Playstation é veneno.”

Claramente, este senhor não tem qualquer conhecimento para estar a falar disto. Vários estudos independentes provam que os “gamers” têm tendência a serem melhores em multi-tarefas, estratégia, tempo de reação, etc.

“Faz com que as pessoas não se relacionem umas com as outras”

Não sei quanto a vocês leitores mas, no meu caso, formei e reforcei as minhas melhores amizades graças à Playstation (que “faz doença mental”) e fiz o mesmo mas com pessoas de outros países através de um auricular (este senhor pensa que não se pode comunicar nas consolas).

Depois disto, este senhor compara a Playstation a drogas como a cocaína e a heroína dizendo que ambas nos fazem “sentir bem mas destroem-nos a vida”. É aqui que percebemos definitivamente que o Senhor Doutor Quintino Aires é um idiota. Este senhor compara drogas ilegais que têm influências negativas PROVADAS nas pessoas que as consomem a consolas (porque ele ao falar de “playstations” está a referir-se a consolas no geral) que são feitas exclusivamente para o entretenimento de crianças, adolescentes e jovens adultos.”

“As nossas crianças estão muito mais incompetentes, acabam o curso e não conseguem procurar emprego.”

Que eu saiba, a capacidade cognitiva de uma pessoa não se relaciona com essa pessoa procurar ou não emprego, até porque, como todos sabemos emprego estável é algo complicado de se procurar. Mesmo assim, conheço pessoas que costumavam jogar playstation e agora escrevem regularmente para revistas desse tipo de assuntos como jogos ou têm outros trabalhos nada relacionados com a playstation. Por exemplo Nuno Markl, que ainda hoje joga playstation e é um dos locutores de rádio e humoristas mais conhecidos do país, por isso este argumento não faz qualquer sentido.

O Senhor doutor fala ainda da competitividade da brincadeira e não dos jogos. Isto é interessante porque, os jogadores profissionais de League of Legends são considerados desportistas nos estados unidos e jogam em torneios em que o 1º prémio é de 1 milhão de dólares. Por isso, acho que podemos revogar este argumento

E para não estar a prolongar muito mais este artigo vou acabá-lo aqui com a esperança que a TVI perceba que o verdadeiro veneno é de facto a sua programação.

A decadência de Call Of Duty: Opinião

Call of Duty, uma das sagas de “gaming” mais reconhecidas no mundo. No entanto, tenho notado uma falta de inovação que me preocupa porque, com um modo singleplayer em que muito pouco trabalho parece ser feito para tornar esta experiência melhor, pouco é feito para o resto. O foco dos developers parece ser no modo online, em que se inclui o modo local, que é para mim a melhor parte deste jogo. O modo online é divertido, mas ao fim de 9 CoD’s sempre com a mesma fórmula (“survival” ou “zombie”, história não muito trabalhada e online praticamente igual desde COD “world at war”), a falta de inovação torna-se algo notável, no mau sentido.

Para mim, a melhor parte dos vários Call of Duty são os jogos locais, quando se convidam amigos para vir lá a casa e jogam quase toda a tarde. isso é algo que para mim é essencial e é mesmo muito divertido.

Basicamente penso que, a não ser que haja mudanças nesta nova geração com Call of Duty: Ghosts, acho que Call of Duty está condenado a morrer, especialmente com o trabalho árduo que a DICE tem feito na saga battlefield e especialmente agora que o Battlefield 4 surpreendeu todos os gamers na E3. O momento em que o arranha-céus caiu penso que foi um dos momentos altos da E3, só ultrapassado pela apresentação do design da PS4 (que, diga-se de passagem, é algo de extraordinário) enquanto a apresentação do Call of Duty passou um pouco despercebido.

PS4 e Xbox One – A batalha das Consolas

A grande rivalidade entre a Xbox e a Playstation dura desde o aparecimento da Xbox no mercado ao mesmo tempo que a Playstation 2. Na altura, a Playstation, devido à sua experiência, conseguiu fazer a consola que é, até hoje, a consola não-portátil mais vendida de sempre. Na 2ª ronda, por assim dizer, a Xbox 360 ganhou por ter melhores exclusivos e por ser 100 euros mais barata, apesar do serviço online não ser grátis, como na PS3.

No entanto, esta geração será uma das mais interessantes. A rivalidade com os telemóveis, tablets e PCs é algo para se ter em conta mas, para já não é nada a temer, visto que, alguns jogos e plataformas estão a usar os dispositivos móveis como forma de melhorar a sua jogabilidade. Mas com as especificações a serem (praticamente) iguais entre as duas principais consolas a interface e os jogos exclusivos de cada consola irão definitivamente definir o vencedor desta geração.

Feature PlayStation 4 Xbox One Wii U
Price $399.99 $499.99 $349.99 / 299.99
Optical Drive Blu-ray/DVD 
Blu-ray/DVD 
25GB Optical Disc (Proprietary)
Game DVR Yes 
Yes 
No
RAM 8GB GDDR5 
8GB DDR3 
2GB DDR3 
CPU Single-chip x86 AMD “Jaguar” processor, 8 cores 
8 Core Microsoft custom CPU
Multi-Core PowerPC “Espresso” CPU 
Storage 500 GB Hard Drive (user removeable)
500 GB Hard Drive (non-removeable)
8GB or 32GB Flash
External Storage TBA Yes, USB 
Yes, USB
Cloud Storage Yes 
Yes 
No
Play As YouDownload Yes Yes No
AccountAccess from Multiple Consoles Yes 
Yes No
Mandatory Game Installs No Yes No
Required Internet Connection No 
Yes but ONLY for the system’s mandatory day one update.
No
Used Game Fee No 
No 
No
Digital game sharing or gifting No No No
Backwards Compatibility None None Yes, Wii
Cross Game Chat Yes 
Yes 
No
Motion Control DualShock 4, PlayStation 4 Eye (not included), PlayStation Move (not included) Kinect 2 Wii Remote, Wii U GamePad (included)
Second Screen Vita (not included)
Playstation App
SmartGlass (not included) Wii U GamePad (included)
Voice Commands TBA Yes 
No
Subscription Service PlayStation Plus
Xbox Live
No
USB USB 3.0
USB 3.0 
USB 2.0
Live Streaming Yes Yes No
Reputation Preservation Trophies will be ported Achievements will be ported
N/A
Web Connection Gigabit Ethernet, IEEE 802.11 b/g/n 
Gigabit Ethernet, IEEE 802.11 b/g/n WiFi 
Gigabit IEEE 802.11 b/g/n WiFi, LAN via USB dongle
BlueTooth Bluetooth 2.1 (EDR)
No* Bluetooth 4.0 Support
A/V Hookups HDMI out (4K Support)Optical output
HDMI input and output (4K support), Optical output
HDMI out, Component/Composite out
Region Locked No No 
Yes

Para já, a PS4 aparenta estar a ganhar a batalha das pré-encomendas e da E3, mas até serem lançadas haverá tempo para decidir quem ganha de facto a guerra das consolas.

Xbox One – Primeiras impressões

A polémica em volta das políticas online da nova Xbox dificultou a apresentação da E3, que teve sérias repercussões entre fãs da microsoft e “gamers” no geral. Apesar das especificações serem muito semelhantes à PS4, as políticas de partilha de jogos usados e as políticas online foram criticadas não só pelos jornalistas mas também pelos adversários como se pôde ver na conferência de imprensa onde mostraram este vídeo:

Entretanto, pouco tempo depois, houve uma inversão nestas políticas por parte de microsoft (uma verdadeira Xbox 180) e todos estas políticas foram modificadas para ficarem praticamente iguais às que a Sony tinha planeado para a PS4. No fim de contas, assusta-me um pouco que uma empresa que controla uma plataforma de “gaming” possa simplesmente mudar as suas políticas em algumas semanas.

The Division – A surpresa da Ubisoft

Excluindo as consolas, o “The Division” foi a grande surpresa da E3. A “3rd person view”, o modo online, a aplicação para tablet e smartphone, o interface e o novo engine (e consequentes gráficos) são algo a ter em atenção no vídeo de gameplay.

O jogo passa-se em Nova Iorque, devastada por anarquia, queda do governo e um vírus artificial. É um RPG com elementos de “Shooter” (uma novidade na saga Tom Clancy) e vai definitivamente sair-se muito bem na Xbox One e PS4 pois tira vantagem de todo o poder e inovação que a próxima geração tem para oferecer.

PS4 – Primeiras impressões

A nova geração de consolas que promete tanto quanto, esperamos nós, consegue cumprir. Tanto os jogos exclusivos da próxima geração como os que também serão feitos para a PS3 são extremamente ambiciosos, quer seja no campo dos gráficos, no campo da jogabilidade, no campo da inovação através de aplicações para telemóvel ou no campo do multiplayer. Não faltaram novidades nesta E3.

Mas a maior é a PS4. O facto de muitos sites já não aceitarem pré-encomendas devido à sobrecarga  das mesmas, mostra que , os “gamers” ficaram loucos com as especificações, políticas online e exclusivos para esta consola.

Destiny – Um jogo do outro mundo

Destiny, um jogo que espantou toda a a gente na E3 este ano. As promessas de um sistema solar para explorar e de diversão no modo online que não se diferencia do “singleplayer” e que permite que as mudanças entre os dois sejam feitas sem se notar, aliciou os gamers na conferência de imprensa da Sony, onde foi revelado o “gameplay”.

Os gráficos são algo de espantoso. O facto de o vídeo estar a ser gravado numa PS4 e de se apresentar vídeo do próprio jogo foi o que faltava para concluirmos que este jogo será (muito provavelmente) o jogo do ano. Qualquer dúvida será dissipada quando tivermos o jogo nas mãos.

FTL – Uma pérola com música

Faster Than Light – Um jogo “indie” que surpreende pela positiva. Tem uma das melhores bandas sonoras que já vi em qualquer jogo. Uma fusão de ficção científica, música eletrónica e estratégia. Algo que não devia funcionar mas que faz por isso, e deixa-te viciado.

Um dos momentos caóticos de FTL

O botão de pausa, que é definitivamente útil, vai deixar a tua barra de espaços com dores quando a pressionares com medo devido ao alienígena que acaba de entrar na tua nave. Neste jogo, a evolução é imperativa, o universo é rico e variado e as decisões que tomas determinarão se morres ou sobrevives mais um pouco.

Pontuação: 8/10